Tô feliz (Matei o presidente)

17 08 2007

Música feita em 1992 interpretada por Gabriel o Pensador que conta a sua felicidade por ter matado o então presidente Fernando Collor de Mello. Com direito a ofensas contra Rosane Collor, a primeira dama da época.

Esta música apesar de ter sofrido censuras, marcou a ascensão da carreira de Gabriel o Pensador. Esta música não deixa de ser um manifesto contra os escândalos de corrupção ocorridos na época.

É lógico que nenhum artista fez e nem fará o mesmo com o presidente Lula, mesmo com este se afundando em escandalos de corrupção muito piores que o governo de Collor. Imagino a reação de CUT, MST e UNE. Provavelmente tentariam arruinar a carreira do artista que fizesse isso. Processos na justiça por “ofensa a honra” poderiam pipocar e o artista seria vinculado às “elites” que “não adimitem um operário no poder”.

Mas nada como um dia após o outro, hoje, Collor faz parte da base aliada de Lula no congresso. Pensando bem, até que foi um bom negócio o Gabriel ter “matado” ele.





O ódio de classe e seus clichês

15 08 2007

Os últimos acontecimentos como as vaias ao apedeuta no PAN, o acidente da TAM, protestos de rua e a criação de movimentos como o “Cansei” mostraram umas das mais usuais retóricas da esquerda: o ódio de classe. Não é o suposto “ódio de classe” contra os “pobres” descrita por Marilene Felinto em seu artigo que comentou e repercussão do brutal assassinato do casal Liana e Felipe ocorrido em 2003, mas é uma série de preconceitos e ressentimentos que a esquerda em geral tem com a classe média, principalmente quando está no poder. A esquerda é especialista em criar e usar clichês para (des) qualificar esta camada instruída e razoalvelmente abastada da população. Estes são alguns deles:

Se vai as compras é “CONSUMISTA”

Se acredita na imprensa é “MANIPULADA”

Se reclama da violência é “ALIENADA”

Se acredita na família é “CONSERVADORA”

Se reclama dos impostos é “EGOÍSTA”

Se abre uma empresa e gera empregos é “EXPLORADORA”

Se investe é “NEOLIBERAL”

Se é homem é “MACHISTA ou HOMOFÓBICO”

Se é mulher é “PERUA”

Se é jovem é “PLAYBOY ou PATY”

Se é branca é “RACISTA”

Se não depende do governo é “PRIVILEGIADA”

Se tem pai é “FILHINHO DE PAPAI”

Se acredita em deus é “RETROGRADA”

Se tem raiva é “FASCISTA”

Se tem opinião é “REACIONÁRIA”

Se protesta é “GOLPISTA”





Encalhado no meio do caminho

19 04 2007

Ótimo texto escrito pelo economista Eduardo Gianetti da Fonseca e publicado originalmente no Portal Exame em 15 de dezembro de 2006.

Há no mundo um grupo de países que conseguiram, ao longo da história, acumular capital e educar a população. E há um conjunto de nações pobres que vêm encurtando a distância em relação aos ricos. O Brasil encontra-se estagnado entre esses dois blocos.

Primeiro a foto: onde estamos? Do ponto de vista da produção média por habitante ou PIB per capita, os países do mundo podem ser classificados em três grandes grupos — ricos, remediados e pobres. O Brasil representa um caso intermediário entre os pólos extremos representados pela Índia e pelo Canadá.

Com uma população 5,9 vezes maior que a brasileira, a Índia tem um PIB per capita (ajustado pelo poder de compra do rupee na própria Índia) de apenas 3 320 dólares anuais. Quer dizer: mesmo que a distribuição de renda na Índia fosse perfeitamente igualitária, isso só teria como resultado condenar toda a população do país à pobreza. A produção média por habitante na Índia é tão reduzida que não há cenário distributivo concebível que permita à massa da população sair de uma condição precária de vida.

No outro extremo está o Canadá. Com menos de um quinto da população brasileira, os canadenses têm um PIB per capita (ajustado) de 34 273 dólares anuais. Mesmo que a distribuição de renda no Canadá fosse tão desigual quanto ela é no Brasil, isso não condenaria a parte mais pobre de sua população a viver na miséria. Se os 50% mais pobres do Canadá recebessem a mesma fatia da renda nacional destinada à metade de baixo da pirâmide social brasileira (ou seja, cerca de 16% da renda do país), ainda assim esse grupo menos favorecido de canadenses teria uma renda média de 10 566 dólares ao ano — número 23% superior à média dos brasileiros. O valor gerado a cada ano por um canadense é, em média, cerca de dez vezes maior que o gerado por um indiano e quatro vezes maior que o gerado por um brasileiro.

Até aqui a foto: o simples registro de uma situação de fato. O que mais importa, no entanto, é o filme — o enredo que produziu esse instantâneo e que determinará a trajetória futura. Como explicar as enormes diferenças de PIB per capita observadas na economia mundial? Quais são os principais determinantes do crescimento, ou seja, das taxas de variação do PIB per capita em diferentes países? E o que as respostas a essas perguntas podem nos dizer sobre o fraco desempenho recente e as perspectivas de nossa economia nos próximos anos?

AS CAUSAS DOS ENORMES DIFERENCIAIS de produção média por habitante no mundo são fundamentalmente duas. A primeira é o estoque de capital físico e capital humano por trabalhador. A diferença de produtividade entre canadenses, brasileiros e indianos, para ficarmos nos termos do exemplo citado, decorre do fato de que os primeiros investiram na formação de um estoque de capital que permitiu trocar enxadas por tratores e o mundo do roçado pelo mundo da informática. Esse capital potencializa a produtividade da hora trabalhada. É a existência de uma enorme massa de trabalhadores sem qualificação, ocupando empregos de ínfima produtividade ou subempregados, que deprime o PIB per capita dos países de menor renda, como Índia e Brasil. A importância crescente do capital humano no mundo contemporâneo transparece na estimativa feita pelos economistas Robert Fogel e Gary Becker, da Universidade de Chicago, de que ele hoje representa cerca de dois terços do estoque total de capital na economia americana.

O segundo fator responsável pelas diferenças de PIB per capita é a eficiência alocativa do sistema. Não basta uma dotação adequada de capital. É igualmente fundamental que esses recursos estejam de fato empregados nos setores e ramos de atividade em que são mais rentáveis. Para isso, é necessário que o ambiente institucional e as regras do jogo econômico (direitos de propriedade, grau de abertura comercial, segurança jurídica etc.) promovam a eficiência alocativa, estimulando os indivíduos e as empresas a direcionar seus recursos e talentos para as atividades em que o seu potencial de geração de valor é maior. A diferença de PIB per capita entre as duas Alemanhas antes da queda do muro de Berlim torna patente o impacto da eficiência alocativa num contexto em que o capital humano per capita era basicamente uniforme nos dois países.

O estoque de capital físico e humano e a eficiência alocativa determinam o nível do PIB per capita: a disparidade entre um Canadá, um Brasil e uma Índia. Mas eles nada nos dizem sobre as variações do PIB per capita ao longo do tempo. Para isso é preciso avançar da radiografia para o enredo da trama do crescimento.

O PRIMEIRO PASSO É DISTINGUIR com clareza duas realidades distintas que se escondem — e muitas vezes se confundem — sob o termo crescimento: uma simples recuperação cíclica, de um lado, e o crescimento sustentado propriamente dito, fruto da formação de capital e de ganhos de eficiência alocativa, de outro. Aí reside o ponto crucial, creio eu, para uma correta compreensão das causas do baixo crescimento do PIB per capita brasileiro no período recente.

A recuperação cíclica é um movimento de curto prazo e tem fôlego curto. Ela consiste numa expansão da oferta agregada, mas dentro dos limites definidos pela capacidade de produção já instalada. Trata-se, portanto, de não mais que uma volta à normalidade após um período em que a economia vinha operando, por algum motivo, abaixo de seu pleno potencial. É o que ocorre após alguma melhoria das condições de demanda, que leva os empresários a expandir a oferta via redução da capacidade ociosa. A recuperação cíclica se desenrola num ritmo desigual entre os setores, alguns reagindo mais rapidamente que outros, mas tende a se difundir com o tempo pelo conjunto do sistema.

Coisa muito distinta, entretanto, é o crescimento sustentado — um enredo de crescimento baseado não na maior utilização dos recursos existentes, mas na criação de capital físico e humano por meio da transferência de recursos do presente para o futuro. Trata-se, no fundo, de uma troca intertemporal, por meio da qual a sociedade gera um excedente transferível e decide não consumir no desfrute imediato o equivalente pleno de seus esforços, ou seja, poupar e investir parte de sua renda em um futuro melhor.

O fato inescapável é que há um momento a partir do qual a recuperação cíclica se esgota, pois já não há mais capacidade ociosa disponível para acomodar no curto prazo o aumento da demanda. A expansão da oferta passa a depender do crescimento sustentado: a ampliação da capacidade de produção por meio de investimentos em formação de capital (infra-estrutura, máquinas, edificações, educação, treinamento, P&D etc.). Esse investimento, por sua vez, depende de duas coisas: a) financiamento adequado, ou seja, poupança a custos compatíveis com o retorno esperado dos projetos; e b) um ambiente institucional que promova a eficiência alocativa e estimule o investidor privado a empatar recursos em formação de capital específico.

POR QUE O BRASIL CRESCE TÃO POUCO? O cerne da resposta, creio, está na distinção entre recuperação cíclica e crescimento sustentado. Entre 1995 e 2005, o PIB real per capita brasileiro cresceu em média irrisório 0,9% ao ano. Em apenas três dos 11 anos transcorridos desde o Plano Real, a variação anual do PIB per capita ficou acima de 2,8%. Foram os anos em que a economia ensaiou uma retomada do crescimento, mas o movimento — contrariando as expectativas de muitos dentro e fora do governo — teve fôlego curto: 1995, 2000 e 2004. Esses três episódios de flerte com o crescimento foram movimentos clássicos de recuperação cíclica. A retração do crescimento em 2005, sem que houvesse qualquer tipo de choque externo ou doméstico, é sem dúvida aquela que melhor ilustra o padrão descrito. Bastaram quatro trimestres de expansão um pouco mais vigorosa do PIB para o surgimento de pressões inflacionárias que levaram o Banco Central a se ver compelido a apertar outra vez a política monetária e “retirar o barril de chope quando a festa começava a ficar animada”.

A grande questão, portanto, é entender por que a economia brasileira tem flertado com o crescimento, mas não consegue firmar um casamento duradouro com ele. Os ciclos de redução do juro primário são perfeitamente capazes de promover uma recuperação cíclica, mas eles não têm condições de conduzir a economia ao crescimento sustentado. Não é porque os juros são altos que a recuperação cíclica não leva ao crescimento sustentado, mas é porque a recuperação cíclica não leva a uma retomada dos investimentos e ao crescimento sustentado que os juros precisam ser novamente elevados. Há boas razões para crer que o crescimento factível no Brasil esteja atualmente em patamar bastante modesto, ou seja, algo em torno de 3,5% ao ano ou 2% ao ano para o PIB per capita.

DOIS FATORES LIMITAM HOJE NOSSO CRESCIMENTO sustentado: 1) uma gigantesca drenagem de recursos do setor privado para financiar gastos correntes do setor público; e 2) as deficiências do arcabouço jurídico-institucional que definem as regras do jogo econômico e terminam distorcendo o funcionamento normal dos mercados, tolhendo o empreendedorismo e inibindo o investimento privado.

Qual a magnitude da drenagem fiscal para o setor público? A carga tributária bruta atinge hoje cerca de 38% do PIB (o padrão para países de renda média é 20% a 25% do PIB). Apesar disso, nosso setor público apresenta, em condições normais, um déficit nominal consolidado da ordem de 3% do PIB. Quer dizer: algo em torno de 41% da renda nacional brasileira é intermediado pelo Estado. O fato espantoso é que, não obstante essa extraordinária cifra, a capacidade de investimento do setor público seja irrisória: a infra-estrutura se deteriora a olhos vistos, a ameaça de “apagões” é constante e os alunos brasileiros ficam nas piores colocações sempre que enfrentam testes internacionais de aprendizado.

O mecanismo de drenagem fiscal se dá por três canais principais. O primeiro é a via da tributação: em 2004, por exemplo, embora o PIB nominal brasileiro tenha crescido 213 bilhões de reais, o governo se apropriou de 47% (cerca de 100 bilhões de reais) desse total graças ao aumento da carga tributária. O segundo canal é o mecanismo de preço: os juros primários extremamente elevados pagos pelo governo para garantir a rolagem da dívida pública, o que desloca parcela expressiva da poupança nacional para o financiamento dos gastos correntes do Estado em detrimento do crédito e de investimentos privados. E, por fim, a pletora de artifícios regulatórios visando criar “poupança compulsória” (como FGTS, FAT etc.) e a canaliza ção de recursos subsidiados (como no caso do BNDES) para usos e destinações que não refletem critérios alocativos de mercado, mas os interesses, os parceiros e a “visão estratégica” dos governantes.

Isso significa que uma parcela expressiva da poupança do setor privado — recursos que poderiam estar financiando os gastos das famílias e das empresas em formação de capital físico e humano — está sendo deslocada para cobrir os gastos correntes do “Leviatã anêmico” em que se tornou a federação brasileira (União, 27 estados e 5 563 municípios). Exemplo: os 3 milhões de aposentados do setor público geram um déficit previdenciário maior que o gasto total do governo com 37 milhões de crianças na rede pública de Ensino Fundamental. Não é apenas que “o Estado brasileiro não cabe no PIB brasileiro”, como diz o economista Delfim Netto. É que ele está matando por asfixia o crescimento do PIB brasileiro.

As falhas do arcabouço jurídico-institucional se somam a esse quadro. O investimento privado e a eficiência alocativa dependem de incen tivos adequados (mercado competitivo regido pelo sistema de preços) e de regras claras e confiáveis para as decisões econômicas. Embora dotado de vigorosa vocação empreendedora, o Brasil é hoje um dos países mais complicados do mundo para se abrir, gerir e fechar empresas. O tempo para iniciar um novo negócio (formal) no Brasil, segundo estudo recente do Banco Mundial, anda em torno de 152 dias; no Canadá, são necessários três dias. Uma vez criadas, contudo, nossas empresas ganham o dom da imortalidade — as pendências tributárias e trabalhistas tornam praticamente impossível fechá-las legalmente.

As distorções do sistema tributário e do mercado de trabalho estão empurrando parcelas crescentes da força de trabalho e do setor empresarial para a selva da informalidade: cada um por si e todos (ou quase) na lona. Isso condena milhões de brasileiros a uma existência precária, faz cair a produtividade e mina a motivação de investidores nacionais e estrangeiros para criar novos negócios ou expandir os existentes. A “classe média” das empresas é uma categoria em extinção: o equivalente brasileiro de uma Microsoft dificilmente teria conseguido sair da garagem onde nasceu. Paralelamente, a ausência de um marco regulatório confiável e de agências reguladoras livres da intromissão dos governos inibe os investimentos privados em infra-estrutura e nos setores que dela dependem para crescer. Embora as instituições não tenham o dom de garantir sozinhas a prosperidade de todos, elas seguramente têm o poder de condenar uma nação à frustração de seu potencial empreendedor.

O PIB PER CAPITA É DETERMINADO pelo estoque de capital e pela eficiência alocativa. O aumento continuado do PIB per capita resulta de um fluxo adequado de formação de capital (poupança e investimento) e da melhoria do ambiente de negócios (reformas microeconômicas). O Canadá dispõe de um elevado estoque de capital e de instituições que garantem alta eficiência alocativa: é um país rico. A Índia, por seu turno, parte de um baixo PIB per capita, mas vem fazendo espetacular avanço graças a um enorme esforço de formação de capital (físico e humano) e de reformas pró-mercado: o PIB per capita indiano tem crescido 4,3% ao ano desde 1995.

Uns têm estoque (Canadá), outros têm fluxo (Índia). O Brasil encalhou a meio caminho entre os dois: estoque medíocre, fluxo anêmico. Em 2006, o crescimento do PIB deve ficar abaixo de 3%, ante uma taxa projetada de 7,3% para os países emergentes e de 5,1% para o mundo. Medido pela paridade do poder de compra, o PIB brasileiro encolheu de 3,9% para 2,7% do PIB mundial nos últimos 25 anos. Até quando?





Novo TSE: uma “violência”

3 04 2007

Em breve, poderemos presenciar mais uma orgia com dinheiro público. A nova sede do TSE projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer deverá custar a bagatela de R$ 330 milhões aos cofres públicos. Oscar Niemeyer deverá receber cerca de R$ 7 milhões pelo projeto. O prédio deverá custar mais de R$ 2800 por metro quadrado e será o mais caro já construído pelo judiciário brasileiro.

Realmente, é quase impossível encontrar justificativa para tamanha opulência. O terceiro mundismo é algo que não existe em grande parte do judiciário brasileiro, pelo menos no que diz respeito às suas instalações. Enquanto muitos hospitais, escolas e estradas mantidos pelo estado estão jogados as traças, muitos edifícios “públicos” do judiciário brasileiro são belos, novos e estão em ótimo estado de conservação. É óbvio que o judiciário merece ter espaços confortáveis para que seus funcionários trabalhem mas conforto é uma coisa e luxo é outra.

O fato não teve grande repercussão perante a mídia e a opinião pública e isto se deve em grande parte à poucas opiniões críticas de jornalistas, intelectuais e outros tipos de formadores de opinião, principalmente na esquerda. Talvez, pelo fato de o edifício ser “publico”. Caso o edifício pertencesse ao Itaú ou a Golden Cross e fossem pagos por estas empresas, não seria de se estranhar que houvessem formadores de opinião esquerdistas escrevessem artigos “bombásticos” para denunciar as “desigualdades sociais” do Brasil. Este é um exemplo entre muitos das contradições do discurso esquerdista. Criticam qualquer exemplo de ostentação de riquezas quando estas estão sendo feitas pela iniciativa privada, mas pouco se manifestam quando se trata de algo público. A não ser que haja casos de corrupção e, principalmente, quando o partido no poder pertence a uma corrente ideológica diferente da deles.

Um exemplo claro disso foi durante a construção da nova sede da Daslu que gerou muitos protestos. Marcelo Yuka (integrante do grupo musical o Rappa) chegou a afirmar que a construção desta sede era “uma violência”. A Daslu foi construção privada, financiada pelos seus donos e clientes e não há nenhuma violência nisso, ao contrário da construção do TSE que será financiada pelo dinheiro de todos os contribuintes brasileiros. Financiada inclusive, com o dinheiro dos moradores da favela ao lado da Daslu, os mesmos que não pagaram um centavo pela construção da própria Daslu. Sobre o TSE, Marcelo Yuka até agora não se manifestou, aliás, ele não deve estar nem sabendo.

Outro fato que deveria gerar discussão são os exorbitantes honorários que Oscar Niemeyer receberá pelo projeto do TSE, e ainda por cima não será pelo projeto inteiro, apenas por desenhos e estudos preliminares do projeto. A planta baixa, com suas divisões de espaço e projetos de infra estrutura do edifício que é a parte realmente trabalhosa da obra provavelmente ficaram com arquitetos e engenheiros menos famosos e comunistas que Oscar Niemeyer. É realmente muito fácil ser comunista recebendo milhões por idéias rabiscadas.

O novo TSE será construído em Brasília, a cidade que sempre está no topo de rankings de qualidade de vida e de renda per capita, mesmo não sendo sede de nenhuma indústria ou empresa privada importante. É lógico que a riqueza de Brasília é sustentada em grande parte pelo contribuinte. Esta é a verdadeira concentração de renda que deveríamos contestar mas que muitos não contestam por acreditar que um estado rico é sinônimo de povo rico, comportamento típico do perfeito idiota latino americano.





Bafo de Boca

9 03 2007

“OPRIMIDOS” protestando contra o “IMPERIALISMO” porquê “A CULPA É DO BUSH”.

Como afirmava Paulo Francis sobre os “REVOLUCIONÁRIOS” brasileiros: “É tudo bafo de boca! No primeiro tiro, sai todo mundo correndo!”





Curto e Grosso

23 02 2007

Por Angeli





Os novos ricos da Venezuela

19 01 2007

Este é um artigo muito interessante escrito pelo jornalista gaúcho Rogério Mendelki no jornal O Sul. É para aqueles que acreditam no conto da carochinha de que o Socialismo cria uma socidade “igual” e “sem classes”. Este artigo já foi várias vezes postado no Orkut, mas é sempre bom dar mais uma lidinha.

Os novos ricos da Venezuela

Como em todo regime fascista, a Venezuela de Hugo Chávez já tem a sua nova classe burguesa. No Brasil, o aparelhamento do serviço público e os cargos de confiança distribuídos à companheirada provocaram mudanças de comportamento e de consumo em quem antes tomava martelinho e dirigia velhas Brasílias amarelas. Lá na Venezuela, como aqui, a esquerda tomou o poder e um porre de exibicionismo consumista e burguês.

O jornal El Nuevo Heraldo (trazido pelo leitor Cláudio Monteiro, que viaja semanalmente para Miami) destacou um repórter, Steven Dudley, para documentar, em Caracas, a nova classe de ricos da Venezuela. O seu relato, rico em informações, começa dizendo: “Eles conduzem automóveis novos e reluzentes como Hummers e Audis; usam fabulosos relógios Cartier e bolsas Montblanc. Compram apartamentos luxuosos e voam até Miami em aviões particulares. E quase sempre pagam tudo à vista”.

Os novos ricos venezuelanos são definidos como integrantes da “boliburguesia”, uma palavra inventada que se deriva da burguesia bolivariana e também é uma referência à suposta revolução de Chávez em favor dos pobres da Venezuela.

Os “boliburgueses” surgiram porque Hugo Chávez moveu campanha contra as famílias tradicionais e muito ricas da Venezuela, que sempre detestaram o seu estilo de governar. Mas os altos preços do petróleo abriram as portas para uma nova classe de ricos como banqueiros, operadores do mercado petrolífero e funcionários que se beneficiaram com os grandes gastos do governo.

Um dono de uma concessionária de carros de luxo, em Caracas, disse ao repórter Steven Dudley que “vende automóveis como pão quente e que as compras são em dinheiro vivo, trazido em maletas, não se conseguindo satisfazer a demanda”.

Conforme analistas revelaram ao repórter do El Nuevo Heraldo, “esses novos ricos se encontram principalmente nas indústrias do petróleo, nas finanças, na construção civil, assim como no setor governamental”. “Todas essas riquezas só podem ser explicadas pela estreita conexão que têm essas pessoas com o governo, já que se tornaram ricos rapidamente”, disse José Guerra, ex-funcionário do Banco Central e, atualmente, lecionando economia na Universidade Central de Caracas.

Com a alta do preço do petróleo, Hugo Chávez tem muito dinheiro em caixa e esbanja recursos em grandes obras para os pobres, além de proporcionar investimentos nos países vizinhos. Empresários astutos aliaram-se ao governo para pegar carona nos projetos que envolvem grandes somas.

Um exemplo de esperteza, segundo o jornal de Miami, é o caso do empresário Wilmer Ruperti, um dos primeiros negociantes que aprovaram o regime de Chávez e, hoje, integrante da “boliburguesia”. Ruperti era um pequeno despachante de mercadorias, mas conseguiu furar a greve contra as exportações de petróleo, que durou dois meses.

Chávez, agradecido pelo peleguismo de Ruperti, deu-lhe medalhas e vários e lucrativos contratos para exportar petróleo. Hoje ele é conhecido como “o empresário do mar com o toque de Midas”. Ruperti, por sua vez, muito grato, gastou 1,6 milhão de dólares arrematando duas pistolas que pertenceram a Simón Bolívar num leilão da famosa casa Christie’s.

Toda a nova “boliburguesia” criada pelo novo sistema de administrar a Venezuela é grata a Hugo Chávez, que faz questão de cultivá-la, mesmo à custa de uma corrupção jamais vista no país.

O diretor de um jornal venezuelano definiu assim a situação atual do seu país: “Chávez representa a arbitrariedade e esses ricos sabem que os planos dele apontam para o socialismo. Eles tratam apenas de acumular a maior quantidade de dinheiro no menor tempo possível”.

O que está acontecendo na Venezuela lembra alguma coisa próxima de nós?
 





A Daslu vai, a pobreza fica.

11 12 2006

Este fim de ano tem sido de muita festa para os petistas. Reeleição de Lula, reeleição de Chávez, Bush apanhado nas urnas americanas além da morte de Pinochet. Outro motivo de comemoração dos petralhas no Orkut tem sido a grande possibilidade que a loja Daslu tem de fechar por causa de aluguéis atrasados e denúncias de contrabando, como se o fechamento da Daslu significasse uma melhoria do nível de vida dos habitantes da favela ao lado da loja.

Os petralhas estão saudando também os números do CAGED que apontam uma queda de 46% na renda da classe média brasileira, associada com o aumento de 48% do aumento de renda de famílias pobres brasileiras (interessante, os números quase batem). Para eles é a “Diminuição das desigualdades sociais” em curso. Os mesmos petralhas que hoje comemoram, estavam quietos quando fenômeno parecido com este aconteceu no início do primeiro mandato de FHC (1995 e 1996) após a implantação do plano real quando milhões de famílias pobres tiveram uma significativa melhoria de vida e passaram a ter acesso ao mercado de consumo em virtude da combinação de estabilidade econômica com juros e impostos baixos (ainda eram baixos naquela época). A grande diferença daquela época para hoje é que todos os segmentos sociais melhoraram de vida, inclusive a classe média, além de a melhoria do nível de vida dos mais pobres não ser resultado direto de “programas sociais” do governo. A diminuição da pobreza parou quando a taxa de juros e a carga tributária começaram a crescer vertiginosamente no governo FHC.

Petralhas e esquerdistas em geral são assim, para eles a redução da pobreza só vale se for com intervanção estatal e de preferência com empobrecimento da “elite“. Muitos petralhas estiveram imunes a queda de renda na classe média pois seus salários e empregos foram preservados pela estabilidade do serviço público e com reajustes salariais muias vezes acima da inflação. Seus empregos e salários estariam ameaçados caso algum governo fizesse reformas “neoliberais” que diminuiriam o tamanho do leviatâ estatal e fizessem o país crescer e dimunuir a pobreza de verdade e de forma sustantável ano após ano. Vai ver é por isso que eles acham que só a intenvenção milagrosa do estado é que deve fazer a pobreza diminuir.

Mas não é só isso, petistas e esquerdistas em geral tem o seu mundo ideal, muito diferente do mundo do economista Sergei Soares, especialista em desigualdade social do Ipea (Instituto de política e economia aplicada). Quando perguntado pela Folha de São Paulo se distribuição de renda sem crescimento tem limite, ele respondeu: “Para mim, o mundo ideal é o seguinte: a economia cresce muito, a classe média cresce um pouco, e os pobres crescem muito. Esse é o meu mundo ideal, e eu não acho isso impossível. Ainda acho que, basicamente, depende de a gente resolver um pouquinho o nosso nó fiscal e começar a investir em infra-estrutura. O que está segurando o crescimento no Brasil é a falta de infra-estrutura. É a falta de estrada, porto, eletricidade, aeroporto. Sempre fui uma pessoa profundamente preocupada com distribuição de renda. Esse foi meu objeto de estudo a vida toda e acho que esse tem de ser o objetivo final da política pública para que se tenha uma sociedade justa. Mas, na minha opinião, temos de dar um tempo na distribuição de renda. Não aumentar o salário mínimo…“.

O mundo ideal de muitos petistas é o mundo ideal dos neosocialistas latino-americanos onde: a economia não cresce nada, a classe média diminui aos poucos até desaparecer, e os pobres crescem muito (em número) e passam a sobreviver dependendo do estado que se torna cada vez mais rico de verdade. Hugo Chavez é um dos grandes construtores do mundo ideal petista, o mundo dos totalitários onde a perpetuação no poder é algo que pode ser comprado.





O guia do novo rico brasileiro.

6 12 2006

A vida do brasileiro, como todos nós sabemos, é bastante dura. O mar realmente não está para peixe e temos que matar um leão por dia para sobreviver. Mas sua vida pode ser um pouco ou muito melhor. Aqui vão alguns conselhos muitíssimo úteis para se ganhar dinheiro nestepaiz, em 10 dicas práticas:

1) EMPOBREÇA E TENHA FILHOS.

Ganhar dinheiro trabalhando duro com carteira assinada ou sendo dono de uma empresa hoje em dia não está com nada. A nova onda nacional é empobrecer para ganhar dinheiro. Peça demissão de seu emprego (se você tiver um). Se for empresário, feche sua empresa e nunca mais pague impostos. Mude-se para uma favela ou invasão, deixe a barba crescer (os cabelos do suvaco se você for mulher), tome sol para escurecer a pele, tome banho com menos freqüência e se vista com roupas mais simples. Fertilidade é muito importante, ter filhos é requisito básico para esta dica trazer resultados. Transe muito e sem camisinha para ter o máximo de filhos possível e não é nem necessário educá-los direito depois. Feitas todas estas etapas inscreva-se em algum “programa social” do governo e bingo! Din din todo o mês, uma autêntica barbada! Esta dica é pouco rentável sendo mais dirigida a aqueles que dão mais importância aos pequenos prazeres da vida mundana do que a materialismos maiores. É como diz o ditado popular: “Quando nóis qué cumê, nóis come. Quando nóis qué bebê, nóis bebe. Quando nóis qué trepá, nóis trepa. Quando nóis qué trabaiá… aí nóis dorme purquê ninguém é di ferro!”.

2) ENTRE EM UMA UNIVERSIDADE “PÚBLICA” E NUNCA SAIA DE LA.

Com o governo torrando dinheiro com novas universidades “públicas”, está menos difícil de ter acesso a alguma delas, principalmente se você for “afro-brasileiro”. Procure cursos menos concorridos, sociologia e geografia são ótimas opções. Uma vez dentro da universidade não se dedique tanto aos estudos e sim à militância em centros acadêmicos, entrar na UNE é uma boa. Procure bolsas de extensão e de iniciação científica, é bom para começar a ganhar alguma coisa. Quando você se formar não largue a vida acadêmica e muito menos a vida militante. O importante também é que você pertença a algum sindicato de professores ou técnicos científicos que seja filiado a CUT. Lembre-se que o partidão está bem infiltrado nas universidades “públicas” e pode ficar ainda mais se a reforma universitária sair do papel. Sendo professor, faça seus alunos lerem Marx, Gramsci, Bobbio, Chomsky ou qualquer outro escritor do ramo (ramo ideológico é óbvio). Sendo cientista, crie estudos com títulos do tipo: “A monocultura de eucaliptos e seu impacto negativo para o ecossistema da metade sul Gaúcha” (se você for biólogo), ou “As teorias de Keynes e seus resultados positivos na diminuição da pobreza na América Latina” (se você for economista), ou então “A especulação imobiliária e seus reflexos no processo de favelização das cidades brasileiras” (se você for arquiteto). Pronto, sua universidade vai ganhar mais verbas e você pode crescer de hierarquia na universidade ou ganhar mais bolsas de pesquisa e passar a viver disso até o dia de sua aposentadoria.

3) CRIE UMA ONG.

ONGs então na moda ultimamente. Se você for criar uma ONG lembre se ela viverá somente de doações. Nomes ou causas não são muito relevantes, até nomes como “Defensores do Corcel 2 pintados de azul piscina” servem. O importante mesmo é que a ONG tenha um membro do partidão ou amigo entre seus quadros, pois é ele que irá trazer a grana do governo para a sua ONG. Caso sua ONG receba dinheiro do governo ou de alguma estatal você deve reservar uma parte para o partidão, mas como a grana é muita, você será bem recompensado com o que sobrar.

4) AJUDE A “DEMOCRATIZAR” A MÍDIA.

Nada incomoda mais um governo e um partidão do que denúncias e críticas de uma mídia não “democratizada”. Uma mídia “democratizada” é importante para um governo ativo e sem travas ou conflitos. Uma boa dica é começar pela Internet, escreva um blog exaltando as benfeitorias do governo e metendo pau na mídia “golpista”. Não é necessário ser um especialista em língua portuguesa (Emir Sader e seus “Expólios” que o digam). Depois do blog, crie uma página na Internet com vários articulistas engajados. Fale sobre movimentos sociais e faça reportagens sobre “fóruns” ou “conferências”. Dê cobertura jornalística a greves e passeatas com enfoque especial à reação policial (se houver). Denuncie agricultores e empresários por “exploração” de “trabalhadores”. Faça artigos exaltando “políticas públicas” de “inclusão social” e a luta dos povos “oprimidos” contra o “imperialismo”. Critique sempre as “privatizações” de empresas estatais e a “violência policial” contra “excluídos”. Com leitores fiéis, o site pode ter um espaço reservado para um banner de alguma empresa estatal que trará dinheiro para seu site e para você. Com um pouco mais de investimento você pode criar uma revista de circulação mensal ou semanal. A revista deve sempre ter um ar de imparcialidade mesmo que seja pelega de algum governo ou partido e também deve sempre dizer que as outras revistas é que são pelegas de verdade. A revista deve ter reportagens sobre economia (antiliberais), sobre política (sempre pró-governo), sobre acontecimentos mundiais (anti EUA e Israel) e sobre o meio ambiente (viva o biodisel e não aos eucaliptos). A revista também deve inventar conspirações como “tramas de órgãos de imprensa e partidos políticos de oposição para depor ou prejudicar o governo”. Assim, sua revista aos poucos vai engrossando com mais e mais páginas de propagandas e informes publicitários de empresas estatais, o que trará muito dinheiro para sua revista e para você. Você vai enriquecer, mesmo que a sua revista seja um fracasso de vendas.

5) VÁ DAR LÁ EM BRASÍLIA.

Viva a profissão mais antiga do mundo! Mas antes de você entrar de cabeça e outras partes do corpo nesta profissão, é importante saber sobre o mercado. Brasília é disparado o lugar com mais oportunidades de trabalho nesta área. Imagine uma cidade que detém quase 40% da riqueza nacional mesmo não produzindo porcaria nenhuma ou uma cidade onde se ganha os maiores salários nestepaiz mesmo se trabalhando apenas três dias por semana, é festa e orgia na certa! Para início de conversa, você deve estar em forma. Quem tem muito dinheiro, não vai querer gastar com mocréias ou ursinhos peludos. Lembre-se que os burocratas de Brasília têm uma reputação (não muita é verdade) a zelar e você pode ganhar ainda mais grana vendendo seu silêncio para eles.Quando você abandonar a profissão torne-se rufia(o) e aumente ainda mais seus rendimentos. Ou então, escreva um livro contando sua vida sexual e apareça nos programas do Leão e da Luciana Gimenez e além de rico fique famoso.

6) PRESTE SERVIÇOS À PETROBRÁS E OUTRAS EMPRESAS “PÚBLICAS”.

Esta com certeza é uma das dicas mais rentáveis, mas também uma das mais exigentes. Esta dica é para quem for empresário. Você tem espírito empreendedor? Preza pela produtividade e pela eficiência em suas empresas? É honesto e transparente com seus clientes ou acionistas? Não se importa em competir com outras empresários do mesmo ramo? Se você respondeu SIM á uma dessas perguntas, então esqueça, você não está apto para prestar serviços a nenhuma empresa “pública”, principalmente à Petrobrás. O negócio é lábia e lobby. Peleguismo e amizade com membros do partidão contam muito na seleção. Se a moda do momento é a terceirização, então que seja uma terceirização partidária e com direito a financiamento “público” de campanhas eleitorais.

7) LUTE PELA “REFORMA AGRÁRIA”.

Ultimamente, as invasões do MST têm se profissionalizado. Todos os anos o MST contrata funcionários para dar um salto de qualidade e eficiência em invasões e badernas. Você pode ser um funcionário do MST, para isso o movimento exige:

-formação ideológica marxista e maoísta para acreditar na reforma agrária;

-condicionamento físico adequado para longas caminhadas, depredações e saques;

-noção de tempo e espaço para maior precisão em invasões de fazendas e prédios públicos;

-destemor em mulheres e crianças para formação de escudos humanos;

-e inteligência emocional para fingir que foi maltratado ou torturado no caso de ser preso.

O MST oferece bonés, bandeiras, foices, facões, cestas básicas do governo, bois roubados e carneados, maconha, cachaça e terras desapropriadas para você vender e ganhar dinheiro. Depois que você vender seu pedaço de terra desapropriado, continue no movimento para conseguir outras terras, vendê-las e viver disso o resto da vida.

8 ) DESPERTE O ARTISTA ENGAJADO DENTRO DE VOCÊ.

Arte engajada agora dá dinheiro, desde que seja de acordo com as causas do partidão. Se você virar um cineasta, ator ou diretor teatral, os seus filmes ou peças deverão obedecer á uma série de critérios para serem considerados como arte engajada. Os enredos deverão exaltar culturas e cenários nacionais. Personagens como malandros, criminosos, rebeldes anti-sistema, drogados, homossexuais ou promíscuos são ótimos para papéis principais. Já personagens como agentes da lei e da ordem (policiais ou militares), religiosos, moralistas, estrangeiros ou gente de dinheiro são bons para o papel de vilões. Filme nacional é grana do governo garantida no seu bolso, mesmo que seu filme seja uma porcaria e ninguém assista e ainda por cima com reserva de salas e meia-entrada para jovens com carteiras da UNE.Se você tiver mais queda pelas artes plásticas, faça obras exaltando a “latinidade” e com enfoque sociológico, escarnecer religiões cristãs também é uma idéia interessante. Como a maioria dos brasileiros caga e anda para a arte, você deve espernear e dizer que é fundamental que o governo e as empresas invistam na cultura. Como as empresas “públicas” têm “responsabilidade social”, elas vão garantir o seu pé de meia.Para quem é músico, o negócio é tocar forró e música sertaneja, de preferência em comícios eleitorais e gravações de jingles de campanha.

9) PASSE EM CONCURSO PÚBLICO FEDERAL.

Engenheiro, advogado, administrador de empresas ou até mesmo policial são profissões fora de moda. A onda do momento é ser técnico previdenciário, auxiliar legislativo, analista judiciário ou escriturário de banco “público”. Os pais que até então sonhavam em ver seus filhos se tornarem cientistas ou jogadores de futebol, agora sonham em vê-los trabalhando em algum Tribunal Regional do Trabalho por aí. O concurso é difícil independente do grau de instrução exigido, mas pode ser bem mais fácil se você tiver ligações com o partidão.O trabalho que você vai desempenhar não importa, o que faz realmente valer o sacrifício do concurso são os “direitos” fundamentais como aposentadoria garantida pelo contribuinte, cafezinhos á vontade, sindicatos combativos, greves remuneradas e seguro anti-privatização. Outro aspecto interessante deste tipo de profissão é que quanto mais colegas trabalharem com você, menos você precisará trabalhar, até porque quem irá trabalhar mais mesmo é o contribuinte.

Se você leu as dicas acima e…

-é materialista demais para seguir a dica 1;

-não tem nível intelectual para seguir a dica2;

-não tem iniciativa para seguir a dica 3;

-não tem um mínimo de alfabetização para seguir a dica 4;

-não é belo e despudorado o suficiente para seguir a dica 5;

-não tem lábia para seguir a dica 6;

-é preguiçoso demais para seguir a dica 7;

-não tem sensibilidade artística para seguir a dica 8;

-e não tem determinação e persistência para seguir a dica 9;

então siga a dica 10.

10) ENTRE PARA O PARTIDÃO.

Entrar para o partidão é fácil, basta preencher uma ficha e pronto. Uma vez dentro do partidão, espere as próximas eleições e então se candidate a algum cargo executivo ou legislativo. Se você ganhar, ótimo. Se você perder, melhor ainda. Há sempre um cargo comissionado, secretaria ou ministério esperando por você. Seja fiel ao partidão, se você se meter em encrenca, saia de cena para proteger seus chefes. Nunca denuncie as falcatruas de seus chefes e nem vote contra os projetos de lei deles, senão você pode parar em algum partidinho mixuruca por aí. Se você seguir direitinho as regras do partidão então parabéns, você vai enriquecer fácil a custa de pagadores de impostos mas vai se lascar no dia do juízo final.





“Melhor porque é nosso”

3 12 2006

Rodrigo Constantino em seu artigo “A caneta de Veríssimo” comentou o sentimentalismo que algumas pessoas tem com produtos e empresas (estatais) em uma infeliz relação explanada entre míseras canetas e paquidérmicas estatais ineficientes e monopolistas. Mal sabe ele que estes sentimentalismos são bastante comuns entre gaúchos como Veríssimo. No caso, o sentimentalismo seria com o Banrisul, que foi bastante aflorado pelo populismo de políticos daqui.

Durante os governos de Olívio e Rigotto, grande parte da publicidade oficial gaúcha exaltou o “orgulho” de termos um banco em slogans publicitários como “o banco dos gaúchos” ou “melhor porque é nosso”. Na última campanha para governador do estado, o marketing (terrorista) da campanha de Olívio Dutra atacou a candidata tucana usando opiniões do empresário Paulo Feijó (candidato a vice-governador) favoráveis à federalização do banco. Assim como aconteceu na campanha presidencial, o marketing tucano caiu no discurso petista. Yeda afirmou em seu programa eleitoral que caso eleita não privatizaria o Banrisul, alegando que este é fundamental para o desenvolvimento do estado. O marketing petista quase deu resultado, a diferença de mais de trinta pontos percentuais favoráveis a Yeda em pesquisas no início do segundo turno acabou em apenas oito na apuração total de votos. Olívio só não virou o jogo porque seu pífio mandato de governador construiu um enorme eleitorado hostil a ele.

Em uma das propagandas, o marketing petista mostrou uniformes de Grêmio e Internacional com a marca do Banrisul defendendo-o como banco estatal, pois este patrocinava as nossas “maiores paixões”, como se torcedores de Juventude, Caxias e Brasil de Pelotas também fossem apaixonados por estes clubes. “Patrimônio Gaúcho” por “Patrimônio Gaúcho” eu prefiro a Tramontina que também é uma empresa gaúcha e também patrocina Grêmio e Internacional, mas com estampa nos ombros e não no centro do uniforme. A Tramontina é praticamente uma multinacional que fabrica produtos de excelente qualidade e os exporta para vários países. Os japoneses quando verem o Internacional entrar em campo no mundial de clubes provavelmente reconhecerão á marca Tramontina, pois não duvido que cortem seus sushis com facas desta marca. Os mesmos japoneses com certeza nunca saberão o que é o Banrisul, pois nunca entraram em uma fila deste banco para pagarem suas contas. Eu acharia muito melhor a marca da Tramontina no centro do uniforme colorado do que a marca Banrisul, pelo menos nos jogos do mundial.

O Banrisul estará estampado na camiseta do Internacional até o final de 2008, isto se algum digrigente colorado “apaixonado pelo que é do Rio Grande” não renove o contrato de patrocínio por mais tempo, pois o banco continuará sendo “patrimônio do povo” gaúcho. A assembléia legislativa gaúcha, em um ato de populismo idiota, colocou na constituição do estado a obrigatoriedade de um plebiscito para decidir se os eleitores gaúchos querem permitir a privatização do Banrisul ou não. Já dá até para imaginar quais serão os argumentos dos anti privatização. Eles não querem que acontaça o mesmo que aconteceu com o Meridional, outro banco estatal que também era “patrimônio do povo” e que privatizado, foi completamente esquecido pela população gaúcha.





DICIONÁRIO TERMINOLÓGICO DA ESQUERDA.

25 11 2006

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Socialismo mata muita gente, Capitalismo mata mata muito mais.

21 11 2006

Muitos esquerdistas dizem que o Capitalismo é o regime mais assassino da história da humanidade e que os 100 milhões de mortos pelo comunismo não passam de um revisionismo burguês de uma mídia golpista e preconceituosa. Lembro de ter visto uma vez na tv durante o primeiro Fórum Social Mundial, uma teleconferência entre a mãe da Plaza de Mayo Hebe de Bonfany em Porto Alegre e o “especulador” George Soros em Davos na Suíça. Na teleconferência, Hebe perguntava repetidamente quantos seres humanos haviam sido mortos pelo capitalismo e George Soros nada dizia. Enquanto os militantes em Porto Alegre tinham delírios orgásticos vendo uma “oprimida” repreendendo um “membro do grande capital”, os engravatados de Davos davam risada.

Todo reacionário mais ou menos esclarecido sabe contar os mortos pelo socialismo sabendo o número aproximado de corpos por país, mas um esquerdista não sabe dizer quantos seres humanos morreram por causa do capitalismo, tanto que a Hebe de Bonfany teve que perguntar pro Soros e ele não conseguiu responder.

Na verdade os mortos pelo capitalismo são tantos que é impossível fazer uma contagem exata. O capitalismo na verdade matou muito mais gente que o socialismo. Dependendo da causa da morte de um ser humano, podemos responsabilizar o capitalismo diretamente.

Todas as mortes em acidentes de trânsito foram causadas pelo capitalismo, foi na belle époque liberal entre a metade do século XIX e a primeira guerra que o automóvel foi criado. Henry Ford teve o disparate de criar o Ford T potencializando o poder destrutivo e mortal desta máquina. A humanidade parece que não valoriza a vida, a cada dia anda mais dentro destas máquinas. A liberdade capitalista também fez Santos Dumont cometer o ato bárbaro de inventar o avião. Na mesma época, na verdade um pouco antes, foi descoberta a eletricidade que também matou muita gente.

Mortes por ataques cardíacos estão diretamente relacionadas ao capitalismo. Depois que o agro negócio e a indústria de alimentos apareceram, as mortes por infarto surgiram e aumentaram significativamente. O ser humano que na pré-história ou no socialismo morria desnutrido, hoje morre mais tarde de infarto.

Mortes por Câncer também são causadas pelo capitalismo. A humanidade teve a oportunidade de morrer de Câncer após o surgimento de invenções capitalistas como a penicilina, a pasteurização e o vaso sanitário. O ser humano que antes do capitalismo morria de tifo, tuberculose e peste bubônica, hoje morre bem mais tarde e de câncer. O mesmo pode se dizer de derrames cerebrais.

Os esquerdistas gostam de dizer que mortes por armas de fogo também são provocadas pelo capitalismo. Não chega a ser mentira, mas aí vale um desconto. O socialismo foi pródigo em reproduzir e majorar as mortes causadas por armas de fogo. Se os americanos criaram a bomba atômica e jogaram em Hiroshima, os soviéticos criaram a bomba H e quiseram jogar em metade da humanidade. Se os americanos criaram o revólver, os soviéticos criaram o fuzil AK47 a arma mais usada até hoje em países em guerra civil. Os socialistas só conseguiram competir com os capitalistas na indústria da guerra. Em termos de avanços na medicina e na eletrônica o socialismo foi um zero à esquerda.

Os alemães orientais que pularam o muro de Berlim, os chineses que migraram para Hong Kong e os cubanos que viajaram em balsas para Miami tiveram uma decisão em comum, todos optaram por ser mortos pelo capitalismo. Portanto, quando um esquerdista disser que o capitalismo mata mais, concorde com ele e justifique dizendo que a maioria da humanidade prefere ser morta pelo capitalismo já que isso significa a chance muito maior de uma morte tardia, não violenta e com enterro digno.





O guia do ex-direitista Tabajara

11 11 2006

Depois do sucesso do guia para ser ex-esquerdista de Emir Sader, agora chegou à vez da elite dominante reacionária ter o seu guia. O guia do ex-direitista Tabajara é para aqueles que querem renegar o seu pensamento elitista e passar a sonhar com o “outro mundo possível”. Para se tornar um ex-direitista é preciso seguir o que está escrito nos parágrafos seguintes.

Um bom começo pode ser dizer que “o capitalismo fracassou”, que “nunca acreditou na falácia neoliberal”, “que devemos ser todos iguais”. Já estará em condições de dizer que tudo que não é esquerda é direita, que alguns que se dizem de centro na verdade são uma “ direita enrustida”, são piores que a esquerda e que é melhor então ficar eqüidistante. Do ceticismo se passa fácil ao cinismo de “votar na esquerda legítima e de luta” para derrotar a “esquerda que deu uma guinada a direita quando assumiu o governo”.

Outra via é afirmar que todo capitalista é nazista e que Adolf Hitler era tão neoliberal quanto Margaret Thatcher, afinal Hitler usou empresas como BMW, Telefunken, Agfa e até a IBM para exterminar os judeus. Dizer que o capitalismo perdurou durante toda a história da humanidade e que é a causa de toda a pobreza fome e miséria que a humanidade vive hoje e que a humanidade passou a ter um fio de esperança quanto Marx denunciou a “mais valia” como a fórmula mágica de perpetuação de pobreza mundial e afirmar que a vida do ser humano só começou a melhorar após o surgimento de lutas sindicais.

Sempre falar de Fidel precedendo seu nome com um “revolucionário” ou “libertador”. Qualificar “Hugo Chávez como um grande líder democrático dando a este uma conotação de heroísmo. Concentrar atenção em Estados Unidos e Europa taxando-os de países “imperialistas”, “dominantes” , “expansionistas”e “belicosos” sem fazer nenhuma menção á União Soviética. Exaltar as “conquistas do povo cubano” como uma saúde pública perfeita e um índica zero de analfabetismo e afirmar que todos os cubanos resistem bravamente ao “embargo estadunidense”, que é considerada a grande causa da pobreza em Cuba. Quando falar em democracia no continente acrescentar “apesar de México e Colômbia onde a democracia foi estuprada para permitir a posse de presidentes subservientes ao imperialismo estadunidense”. Nunca falar de torturas, perseguições e execuções em cuba, mas sempre da “transição” – deixando sempre supor que transitariam em algum momento para “democracias participativas” como as que andam por lá.

Dizer que a América Latina deve ser “unida” para “derrotar o imperialismo”, mencionar “elites brancas” de forma bem acusatória. Que nossa política externa tem de olhar para nossos “irmãos” , relacionar-se com países terceiro-mundistas, assim tendo força e poder para desafiar os “países imperialistas”, ao invés de ser “subserviente” á eles.

Pronunciar-se sempre a favor de “ações afirmativas” como as cotas para negros em universidades para resgatar a dívida social e as reparações históricas que a “elite branca” deve a afro descendentes. Uma citação de Paulo Freire ou de Leonardo Boff são sempre bem vindas. O importante também é que todos tenham direitos a saúde, educação, transporte, aposentadoria, emprego, salário digno, moradia, comida e roupa lavada (só não vale segurança porque é para ricos e os direitos humanos precisam ser respeitados) e que independente de motivação ou talento, somos e devemos ser todos iguais. Além disso, devemos afirmar que a melhoria gradual do ensino superior é a chave para que o país seja em algumas décadas (ou muuuitas) desenvolvido e que em algum dia (só não me pergunte quando) as criancinhas nestepaiz tenham educação básica de qualidade. Dizer, sempre que o principal problema do Brasil e do mundo é a desigualdade social. Que dinheiro há, mas falta bondade dos ricos para doar as pobres. Que o principal sempre são os “direitos” e que valorização da responsabilidade, da moral e da ética como valores são coisas de patrões inescrupulosos; falar de “sociedade estadunidense” como uma sociedade “racista”, “fechada”, “preconceituosa”, “egoísta”, “individualista” e “belicosa”.

Desqualificar sempre o “mercado”, como selvagem, discriminatório, excludente e concentrador de renda, em contraposição ao estado e a sua função fundamental da “promoção da igualdade e do bem estar social”, sempre afirmando que impostos podem ser altos desde que o “retorno social” seja garantido. Exaltar as conquistas da Petrobrás como a auto-suficiência em petróleo e afirmar que o bio diesel é a matriz energética do futuro em substituição aos fétidos combustíveis fósseis, dizer que esta é uma empresa socialmente responsável que não visa o lucro, e que é uma das poucas que respeitam os direitos fundamentais dos trabalhadores nestepaiz, e que respeita também a soberania Boliviana. Calar diante do sucesso estrondoso das privatizações da Vale do Rio Doce, das Teles e da Embraer ou afirmar ainda: “imagine se estas empresas ainda estivessem nas mãos do povo, seria muito melhor para o país”.

Enfim, existem inúmeros motivos para quem tiver decidido deixar de ser direitista, fascista, conservador, reacionário e neoliberal, bastaria o sonho de um novo mundo possível, além de renunciar a seus próprios interesses ou até a sua própria vida em prol de uma causa nobre. A “sociedade” retribui generosamente aos que renegam os princípios em que um dia acreditam.

A realidade mostra que este guia não tem a mesma eficácia do guia do Emir. Ex-esquerdistas se vê bastante, até o Olavo de Carvalho é um. Já ex-direitistas até podem existir mas são casos tão freqüentes como uma mulher da vida batizar o seu filho com o nome de “Júnior”.